Desde o ano de 2005, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), disponibiliza o programa de Coleta Seletiva em 11 bairros da cidade – Adrianópolis, Aleixo, Compensa, Coroado, Dom Pedro, Flores, Japiim 1 e 2, Nova Esperança, Parque 10 de Novembro, Planalto e São Jorge.
O programa de coleta seletiva trabalha em duas frentes: a primeira é a coleta porta-a-porta em conjuntos, condomínios, prédios ou instituições que já implantaram essa prática em suas atividades diárias. Os resíduos limpos são armazenados por uma semana e os carros coletores fazem uma rota por semana para recolhê-los. Esses resíduos não apodrecem, não geram chorume e podem aguardar a coleta sem maiores problemas.
A segunda é a utilização de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), onde o próprio morador pode entregar tudo que selecionou em casa: papel, vidro, plástico e metais. Vidros, plásticos e latinhas precisam ser lavados antes de serem armazenados, pois os restos de açúcar ou gordura podem atrair ratos e insetos.
Os PEVs de Manaus são resultado de uma parceria entre a Semulsp e a Vara do Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa), cujas sentenças a criminosos ambientais incluem penas alternativas como a construção de Pontos de Entrega Voluntária para resíduos recicláveis.
Quem administra os PEVs são as associações, núcleos e cooperativas de catadores de resíduos recicláveis, cadastrados junto à Semulsp, que oferece apoio de logística a todos eles, como determina a Lei nº 12.305/2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Uma vez recolhidos os resíduos dos PEVs e dos bairros eles são enviados aos núcleos dos catadores de recicláveis, cujos trabalhadores fazem a separação e a comercialização dos mesmos.
A Semulsp também apoia as entidades que atuam na reciclagem de materiais, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) que reúne o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), para profissionalizar a coleta seletiva na cidade. Ou seja, transformar catadores em profissionais. Para isso, eles precisam se transformar em cooperativas de trabalhadores e a Cedolp (ver página da Cedolp) e o Ibam é que estão ajudando as associações e núcleos de catadores a vencer os entraves burocráticos para se transformarem em cooperativas de catadores, também como preconiza a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

